Desde
sempre, o Rio Cuiabá foi o principal meio de transporte da região, além de
provedor da culinária mato-grossense. Dos seus peixes, surgiram as mais
variadas receitas do paladar cuiabano, e não é ousadia afirmar que a capital
nasceu de suas margens. Embora a cidade tenha crescido e se desvinculado dos
seus afluentes, muitas comunidades ribeirinhas de Cuiabá e arredores ainda
estão vivas e ativas, espalhadas pelos 26 quilômetros de extensão do rio.
Nesses locais, mantêm-se vivos ainda alguns dos hábitos nativos dos primeiros
habitantes da região, como a cerâmica, a dança, produção de rapadura, as redes tecidas
em cores vivas e, apesar das muitas modificações, a paisagem idílica
Conhecer,
entender, respeitar e preservar as raízes e a origem de um povo, comunidade ou
uma região é sobre tudo garantir a esse povo a condição de existir e proteger a
sua identidade, valorizando e cultivando a sua história local, facilitando o
entendimento e a inserção dos alunos no contexto histórico regional.
O
entendimento e o conhecimento da história local têm o poder de proporcionar ao
educando reconhecer-se como agente participativo e transformador da sua
história local e conseqüentemente gera o interesse e a valorização da mesma
facilitando a aprendizagem.
Diante
desse contexto, os alunos e a escola devem fazer da história local uma
ferramenta de facilitação no processo de ensino aprendizagem da História
nacional, sendo que o entendimento das origens e raízes dos alunos como membros
de uma comunidade ou um grupo social faz com que eles se interessem mais pelo
aprendizado da História, fazendo com que eles se sintam realmente agentes
participativos do processo histórico.




